quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Você não sabe o quanto eu caminhei...




Essa tem sido uma semana produtiva nas reportagens. Um pouco cansativa também. Em quase todas as matérias, eu precisei percorrer lugares da cidade a pé.

Segunda-feira, fui em uma academia de boxe na Barra, de carro. Mas em seguida visitei todas as escadarias da Lapa. E ainda rodei duas vezes em algumas delas. Na caminhada.

Na terça, paletada no Largo Dois de Julho, e rua Carlos Gomes, atrás da galera que vendia produtos perecíveis nos camelôs. Gente, até peixe tinha exposto em uma mesinha de madeira, sem refrigeração...

Destaque mesmo é o requeijão com goiabada, que o povo adora. A vigilância sanitária diz que é proibido - mas deixa vender. É daquelas coisas de costume. O povo faz, nunca ninguém vai lá mesmo impedir, então...

Pra terminar, ontem fui acompanhar um recenseador do IBGE. A galera que faz a contagem da população. Bem interessante a forma como eles chegam nas casas. Teve um que conseguiu finalizar o Bairro da Paz rapidinho, em uma semana.

... Pra quem não sabe, é uma das áreas consideradas mais perigosas de Salvador.

Em todas essas reportagens, foram caminhadas. Sobe e desce ladeira. Escadaria. Atravessa rua. Entra em beco. Sai em beco.

O videorrepórter nessas horas tem uma limitação. Não dá pra se deslocar pra todo lugar de carro. Afinal, sou eu mesmo quem estaciono. Fica difícil pagar mil estacionamentos. Ou encontrar vagas em uma cidade não planejada, com mais de 800 mil veículos em circulação por dia.

O segredo é tentar percorrer áreas mais próximas, na medida do possível. Deslocamentos maiores, aí sim, faço de carro.

Por falar nele, descobri onde fica o cemitério da Quinta dos Lázaros pra fazer uma imagem. A curiosidade: percebi que só se aprende onde ficam os lugares de verdade quando dirige até eles. De carona, nem sempre a gente decora, não.

Quem sabe um dia não faço um mapa de andar e chegar de carro em Salvador? Eis um projeto que pode até funcionar, de uma maneira diferente. Mapeando através de curiosidades e pessoas nesses lugares.

Dava um belo vídeo. Fica a ideia.

Abraços a todos, e obrigado pela companhia.

Um comentário:

  1. O bairro da paz é um luxo! As pessoas são super acessíveis. O cara do IBGE que veio aqui em casa (muito gatinho, por sinal!rs) disse que estava com dificuldades de falar com as pessoas daqui de Piatã, pois muitos não abriam as portas por medo... Acredite, o Bairro da Paz é de Paz MESMO.

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