domingo, 22 de agosto de 2010

Tempo, tempo, tempo...




Tempo pra videorreportar. Para me atualizar. Estudar. Para me exercitar. Para tocar. Violão e meus projetos. Pra vender meus quadrinhos. E, claro, pra descansar.

Está faltando.

Administrar bem o tempo é fundamental para o repórter. Ele possui um deadline - um prazo. É preciso entregar a matéria a tempo dos editores prepararem a mesma para o jornal.

No meu caso, crio estratégias para fazer isso. Uma delas é chegar cedo. Bem cedo mesmo, até umas 7h30. Só não antes por falta de carro. O ônibus nem sempre colabora. Principalmente em Salvador.

Daí, posso pensar o dia com um pouco mais de calma. Aliás, não dá pra sair sem isso. Pensar pelo menos no local. Na forma de abordagem. Em como chegar. Se eu sei chegar.

Na rua, mesma coisa. É preciso calcular o tempo de cada entrevista. Até para não entregar "catataus" de sonoras aos editores. Aliás, eles reclamam um bocado. Sempre. Até quando você faz tudo certo.

São como senadores. Eles descem o pau no que os deputados propõem. Eu seria um parlamentar da câmara, e os editores, do senado. Ou pelo menos deveria ser assim no sistema político brasileiro.

Em tempo, e no tempo, depois da rua, ainda é preciso voltar. O videorrepórter decupa o material. Ou seja, assiste e passa para o papel os depoimentos das pessoas. E o que ele narrou na rua. Em seguida, redige o texto.

Futuramente, eu também vou cuidar da edição das matérias. Serei, como disse parágrafos acima, senador de mim mesmo deputado.

(Não deveria dizer isso em voz alta...)

Claro que esse processo precisa ser feito a tempo dos programas irem ao ar. Não é muito fácil. Principalmente quando a videorreportagem não rende. Mas é divertido.

(Aliás, para os profissionais de jornalismo de Salvador, a profissão é mais divertida que rentável.)

Até para os parêntesis de notas mentais é preciso despender um pouco de tempo. É como um respiro. Aliás, esse blog poderia todo ser um grande parêntesis no tempo que tenho das videorreportagens. Aqui, vocês acompanham os percalços das ruas. Tudo em texto.

Mas tem me faltado tempo para redigir. Do que procurarei me redimir ainda esse mês.

(Demorei tanto pra fazer um pedido de desculpas?)

É, jornalista fala demais mesmo...

Até a próxima.

Um comentário:

  1. Gosto da forma que escreve, é como se estivesse ai do lado passando por essas experiências também. Entendendo melhor desse mundo de jornalista. Ele tem a sua cara chico!
    Já anotei a dica do livro ai em riba. E se o dia tivesse mais algumas horinhas neh... Muito provavelmente arranjaríamos mais pra afazeres pra faltar tempo ainda. rsrs
    Fico por aqui.

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