sexta-feira, 8 de outubro de 2010

A pauta do dia - ou "come on baby, light my fire"




A pauta pode ser tudo. Uma linha escrita. Um fato do dia. Uma história de vida. Um bom prato feito com esmero. A pauta pode ser tudo.


Então por que as vezes é difícil vender uma pauta a um editor?


As vezes, ele não quer te ouvir. Quer apenas a pauta que vier do produtor. Em outras, ele não enxerga a matéria que você vê. Acontece. Cada um vê de um jeito.


As vezes, não satisfaz os interesses dele. Ou do chefe dele. Ou da empresa. Principalmente quando vai bater em uma instituição. Ou pessoa influente.


Tem também aquela pauta que eles acham "fria demais", "gelada". Porque querem sempre algo "quente". Que acaba de sair do forno da sociedade. Ou polêmico. Que "esquente" as discussões.


Independente do motivo, o importante é deixar os casacos de lado, e trazer o verão para sua reportagem.


O problema é que as vezes, ficar dentro de uma redação durante boa parte do dia nem sempre dá uma noção real das necessidades da população. Quando o repórter sai às ruas, ele ouve os ecos da sociedade. Com mais facilidade.


Longe de criticar a postura do editor. Até porque se ele está nessa posição, é porque já ouviu esses mesmos ecos várias vezes. Cabe à ele balizar o que interessa para o público a ser atingido.


É também um exercício de humildade do repórter reconhecer onde ele não atinge interesses. Essa é a palavra mágica.


Interesses. Em uma boa negociação, de acordo com um dos papas no assunto, William Ury, é aí que devem se centrar as discussões. A pauta é uma posição. Para vendê-la, descubra os interesses do seu editor.


E olha que isso vale pra outras esferas da vida também.


Até a próxima.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Novos vídeos.

Perdão.Perdão.Perdão.

É fogo. A vida da gente vai tomando outros rumos. Mas tem coisas que a gente não pode deixar de fazer.

Para me redimir, posto aqui novos vídeos.


São quatro videorreportagens de uma série que eu mesmo editei, feitas em Morro de São Paulo. Foi uma viagem bem interessante. Durante o festival de primavera, aproveitei para fazer as reportagens, e editar. Foi duro, mas o trabalho gerou resultados.

Confiram, e deixem seus comentários - aqui e lá no youtube.

Abraços. Volto com mais textos em seguida.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Entubados...

Setembro tem sido um mês estranho...

Recentemente decidi dar uma virada na minha vida. Mudar conceitos e ações, mudar de atitude principalmente. Repensar ações. Refazer planos, enfim, crescer de um jeito diferente.

De preferência, não para os lados...

Bom, então nem tive tempo pra estar aqui. Mas pago meu débito com boas novidades.

FINALMENTE postei alguns vídeos de videorreportagens no You tube. Seguem abaixo alguns links:

Quadro Mãos a obra - comissário de bordo. As dicas para se sair bem nessa profissão.


VR (Videorreportagem) Sinaleiras critérios - como são escolhidos os critérios para se instalar uma sinaleira em Salvador? Porque elas param um bocado o trânsito...


Em breve, mais novidades. Inclusive pretendo colocar algumas aqui. Quem sabe até umas inéditas... Enquanto isso, aproveitem pra comentar os vídeos, aqui e lá.

Ah, também vou postar uma série de reportagens que fiz em Morro de São Paulo.

Forte abraço.

domingo, 29 de agosto de 2010

Fonte Nova, praia sem barracas e um talho na cabeça.


Imagem: A Tarde

Domingo de trabalho. Sempre um saco. Devia ser proibido. Mas alguém tem que fazê-lo.

Fui eu, hoje, um dos convocados para trabalhar na implosão da Fonte Nova. Não seria uma reportagem. Apenas imagens. De apoio. As vezes é meio chato ser chamado só pra ser cinegrafista.

Por ora, ordens são ordens. Então, resta a diversão.

Muitos torcedores com camisa do Bahia. Não só porque ganhou da Portuguesa por 4 a 2. A Fonte Nova era a segunda casa de muitos deles.

Momentos marcantes, vários times e até a seleção brasileira tiveram. Só que pra torcida tricolor o estádio, que teve seu anel superior implodido hoje, era especial.

Muitas histórias. Final do Brasileiro de 1988, disputada em 1989. Um senhor disse que quase morreu na segunda inauguração - uma rodada dupla entre Bahia x Fluminense e Vitória X Botafogo. Bahia x Fast Clube, na série C de 2007.

Emoções, sim. Mas na boa: o povo que estava assistindo, na maioria, queria mesmo era tomar uma e ver um grande circo.

Aquelas toneladas de concreto caindo deixaram o povo animado. Não porque era a expectativa do futuro novo estádio. Mas porque era um espetáculo pirotécnico. Sem contar que de dimensões consideráveis.

Por falar em demolição, minha segunda tarefa era uma reportagem com equipe - motorista e cinegrafista - sobre a falta das barracas de praia em Salvador no fim de semana.

Imagem: A Tarde

Aliás, um pecado à cultura local. O povo totalmente acostumado às barracas, agora, birita na areia. Com latinhas compradas em isopor, ou levadas do mercado mesmo. Toalhas e cangas invadiram as pedras também. E até os cachorros foram levados pelos donos. Afinal, agora não tem mais barraca mesmo, ninguém se incomoda.

Ou será que não?

O lixo começa a se acumular. Latas, coco, garrafas, papel. Quem vai limpar tudo isso? Fica a questão. Outra: segurança. Querendo ou não, com as barracas, havia concentração de pessoas. E agora, que cada um bota o sombreiro ou a canga onde quer?

Em Ipitanga, tem barraca que funciona sem telhado. Mas o dono segue no negócio. Uma vergonha pra uma capital que se diz uma das principais a receber turistas no país.

Dá pra entender como se passaram 4 anos, e não se conseguiu uma negociação ou projeto eficiente? Quem entende isso?

Como sempre, o povo sente na pele o problema. Não sou defensor de barraca na areia. Mas critico a falta de planejamento, de coordenação, de estratégia dos poderes legislativo e executivo municipal, e o judiciário federal; a União; e a incompetência e burocracia de nosso país.

4 anos é tempo pra se governar um estado, se presidir um país, ou se administrar uma cidade. Até um mandato de deputado ou vereador vale por esse período.

Será que eles achavam que iam ter um "segundo mandato" da justiça pra solucionar o crime que fizeram com os turistas e os baianos - não os barraqueiros, e sim, os usuários - que frequentam a orla de Salvador?

Quanto ao talho, bem, em uma barraca dessas de Ipitanga, sem telhado, bati a cabeça. Aliás, é a terceira vez em 4 semanas que me machuco. Primeiro, parti o queixo - 2 pontos. Depois, levei uma chuteirada na testa em uma partida de futebol. Agora, um talho a la Harry Potter.

...Falei demais hoje. Chega. Boa noite.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Desconfio...



Por esse título, não pense em uma matéria sobre "baiano desconfiado". Nada disso.

Hoje visitei três praças no subúrbio ferroviário de Salvador. Largo de Roma, do Dendezeiros, e do Papagaio. Cada uma com seus problemas. As três com mendigos.

Já fiz matérias com moradores de rua. Chegar neles nem sempre é fácil. Hoje até que foi. Nem reagiram, nada. São pessoas comuns. Mas não gostam, claro, de aparecer. Principalmente naquela situação.

Conheci dois interessantes. Seu Gilson, ex-padeiro, que hoje sofre com uma deficiência na perna. Vive no largo de Roma. Fica todos os dias à espera de um prato de comida de dona Iraci, das Obras Sociais Irmã Dulce.

Aliás, essa ajuda é aguardada por outros que rondam a área.

Outro foi seu José. Ele deu o depoimento mais emocionante. Está fora de casa há 30 Dias. Não tem uma das pernas. Alcoólatra, deixou a mulher e os dois filhos no bairro de Pernambués. Não consegue voltar. Já usou outras drogas.

Esses, tudo bem. Mas eis que, durante a reportagem, em um grupo de sujeitos meio mal encarados, um cidadão me pede dois reais para comprar uma média. Eu não tinha, e disse. Ele ficou me olhando com cara de "não acredito".

Pior que não tinha mesmo.

Quando saio para fazer as reportagens, evito levar mais que o necessário. O videorrepórter está sozinho na rua. Até ir a alguns desses lugares é perigoso. É uma experiência. Mas pode dar errado.

Pense no seguinte: você tem a chave de um carro, uma câmera, equipamentos, além de seus pertences. Está sozinho, no meio de pessoas desconhecidas. Tenta sair bem, certinho. Mas nem sempre essa é a intenção dos caras.

O que fazer?

Evite se expor. É o que eu faço. Não são todos os moradores, óbvio, que vão pensar algo de ruim. Esses por exemplo nem mexeram comigo.

Na dúvida, desconfie. E vá descobrindo até onde você pode se arriscar. Inclusive, só comece a filmá-los depois de pedir autorização. Eles são um pouco belicosos. As vezes.

Não custa dizer que os três largos - Roma, Papagaio e do Dendezeiros - tem problemas como grama alta, sujeira, e insegurança de alguns moradores da área...

... E de alguns visitantes também. Nada pessoal, pelo contrário.

Os depoimentos você pode acompanhar amanhã, dia 25 de agosto, a partir das 13h, no Boa Tarde Bahia, na Tv Band, canal 7.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Postes x Barrancos.


Aí eu ouvi que os postes da Avenida Magalhães Neto poderiam cair no barranco. Isso de uma pessoa a quem considero um bocado. Então, no domingo, sai pra correr. E constatei que era verdade.


Assim começou a reportagem. Um simples comentário.

As vezes, o jornalista subestima a pessoa que encontra na rua, ou aquela que o sugere uma pauta. Claro, nem tudo é tão notícia assim - nos padrões que a chefia quer.

Mas escutar é a função mais importante ao jornalista. Por exemplo, nesse caso, ouvi da pessoa que havia rachaduras no chão. E no piso. Provocadas pelas chuvas que atingem a cidade há um bom tempo já.

Pra piorar, tem pelo menos dois postes a menos de um metro do barranco, por onde passa um rio poluído no local. Admito que sempre conheci o córrego como Camurujipe. Mais popularmente chamado de "rio das tripas".

Você deve imaginar o porquê...

Se um dos dois cair, vai arrastar as fiações de outros postes próximos. Pode comprometer o abastecimento de energia no Costa Azul e na avenida. Já que ali perto existe uma subestação da Coelba.

E tudo isso me foi contado pela pessoa. A quem ainda encontrei na área, e me mostrou outros detalhes.

Ouvir é importante em qualquer faceta da vida. Dale Carnegie, autor de "Como fazer amigos e influenciar pessoas", fala isso. As pessoas gostam de ser ouvidas. Adoram ouvir o som da própria voz.

Esse livro, aliás, é um dos meus de cabeceira. Genial para marketing pessoal e fazer amizades. recomendo.

Ao jornalista, ouvir não é só importante. Como também, parte do processo de obtenção de uma notícia. Ou até um furo jornalístico, por que não?

Eis um treino que pratico. Nem sempre consigo, por ser meio rebelde. Mas vou melhorar. O tempo ensina. Ouvir também.

Até a próxima.

domingo, 22 de agosto de 2010

Tempo, tempo, tempo...




Tempo pra videorreportar. Para me atualizar. Estudar. Para me exercitar. Para tocar. Violão e meus projetos. Pra vender meus quadrinhos. E, claro, pra descansar.

Está faltando.

Administrar bem o tempo é fundamental para o repórter. Ele possui um deadline - um prazo. É preciso entregar a matéria a tempo dos editores prepararem a mesma para o jornal.

No meu caso, crio estratégias para fazer isso. Uma delas é chegar cedo. Bem cedo mesmo, até umas 7h30. Só não antes por falta de carro. O ônibus nem sempre colabora. Principalmente em Salvador.

Daí, posso pensar o dia com um pouco mais de calma. Aliás, não dá pra sair sem isso. Pensar pelo menos no local. Na forma de abordagem. Em como chegar. Se eu sei chegar.

Na rua, mesma coisa. É preciso calcular o tempo de cada entrevista. Até para não entregar "catataus" de sonoras aos editores. Aliás, eles reclamam um bocado. Sempre. Até quando você faz tudo certo.

São como senadores. Eles descem o pau no que os deputados propõem. Eu seria um parlamentar da câmara, e os editores, do senado. Ou pelo menos deveria ser assim no sistema político brasileiro.

Em tempo, e no tempo, depois da rua, ainda é preciso voltar. O videorrepórter decupa o material. Ou seja, assiste e passa para o papel os depoimentos das pessoas. E o que ele narrou na rua. Em seguida, redige o texto.

Futuramente, eu também vou cuidar da edição das matérias. Serei, como disse parágrafos acima, senador de mim mesmo deputado.

(Não deveria dizer isso em voz alta...)

Claro que esse processo precisa ser feito a tempo dos programas irem ao ar. Não é muito fácil. Principalmente quando a videorreportagem não rende. Mas é divertido.

(Aliás, para os profissionais de jornalismo de Salvador, a profissão é mais divertida que rentável.)

Até para os parêntesis de notas mentais é preciso despender um pouco de tempo. É como um respiro. Aliás, esse blog poderia todo ser um grande parêntesis no tempo que tenho das videorreportagens. Aqui, vocês acompanham os percalços das ruas. Tudo em texto.

Mas tem me faltado tempo para redigir. Do que procurarei me redimir ainda esse mês.

(Demorei tanto pra fazer um pedido de desculpas?)

É, jornalista fala demais mesmo...

Até a próxima.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Você não sabe o quanto eu caminhei...




Essa tem sido uma semana produtiva nas reportagens. Um pouco cansativa também. Em quase todas as matérias, eu precisei percorrer lugares da cidade a pé.

Segunda-feira, fui em uma academia de boxe na Barra, de carro. Mas em seguida visitei todas as escadarias da Lapa. E ainda rodei duas vezes em algumas delas. Na caminhada.

Na terça, paletada no Largo Dois de Julho, e rua Carlos Gomes, atrás da galera que vendia produtos perecíveis nos camelôs. Gente, até peixe tinha exposto em uma mesinha de madeira, sem refrigeração...

Destaque mesmo é o requeijão com goiabada, que o povo adora. A vigilância sanitária diz que é proibido - mas deixa vender. É daquelas coisas de costume. O povo faz, nunca ninguém vai lá mesmo impedir, então...

Pra terminar, ontem fui acompanhar um recenseador do IBGE. A galera que faz a contagem da população. Bem interessante a forma como eles chegam nas casas. Teve um que conseguiu finalizar o Bairro da Paz rapidinho, em uma semana.

... Pra quem não sabe, é uma das áreas consideradas mais perigosas de Salvador.

Em todas essas reportagens, foram caminhadas. Sobe e desce ladeira. Escadaria. Atravessa rua. Entra em beco. Sai em beco.

O videorrepórter nessas horas tem uma limitação. Não dá pra se deslocar pra todo lugar de carro. Afinal, sou eu mesmo quem estaciono. Fica difícil pagar mil estacionamentos. Ou encontrar vagas em uma cidade não planejada, com mais de 800 mil veículos em circulação por dia.

O segredo é tentar percorrer áreas mais próximas, na medida do possível. Deslocamentos maiores, aí sim, faço de carro.

Por falar nele, descobri onde fica o cemitério da Quinta dos Lázaros pra fazer uma imagem. A curiosidade: percebi que só se aprende onde ficam os lugares de verdade quando dirige até eles. De carona, nem sempre a gente decora, não.

Quem sabe um dia não faço um mapa de andar e chegar de carro em Salvador? Eis um projeto que pode até funcionar, de uma maneira diferente. Mapeando através de curiosidades e pessoas nesses lugares.

Dava um belo vídeo. Fica a ideia.

Abraços a todos, e obrigado pela companhia.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Final da Copa... do Brasil.


Foto: Ibahia.com

Trabalhei nessa final da Copa do Brasil, entre Vitória e Santos, no Barradão. Foi interessante ver as reações de torcedores. São figuras em um momento único. Aquele cara tímido, agora, quer aparecer e se mostrar. Louvar as cores e o escudo do clube.

Fica fácil conseguir entrevistas. As vezes tão fácil que alguns enchem o saco da gente pra filmá-los. Mas é divertido assim mesmo.

Pena que apedrejaram o ônibus do Santos. Esse tipo de coisa, realmente, não combina com futebol. E da combustível aos paulistas e demais sulistas pra continuarem achando os baianos "gentinha". Tem vândalo no meio de torcida também.

Do lado de fora, comprei dois sacos de amendoim de um senhor do bairro de Tancredo Neves. Muito bons, rapaz. Só que um ficou no bolso de meu cinegrafista. Nem me lembrei de pegar.

Aliás, dessa vez fui com alguém filmando. Ajuda um bocado. Sem contar que ir sozinho em situações como essa é arriscado.

Dentro do estádio, o monopólio do fast-food árabe mais conhecido de Salvador estava evidente nas cantinas. Mas o pior não é pagar 5 reais em um kit com quibe, pastel e esfiha.

O mais decepcionante é que eles vendem refrigerante em lata...No copo de 500ml. Ou seja, você recebe um copo meio vazio. Paga 2 reais e 50. mas não espanta a sensação de estar sendo lesado. Quem é que gosta de receber refrigerante a menos.

Parece bobagem, mas pra mim, eles perdem nesse marketing...

Preferi comer um acarajé. Com vatapá. 3 reais bem investidos. Mais uma passarinha - nem me pergunte se sei do que é feito, só posso dizer que é gostosa. Dois reais.

Fiquei impressionado com a quantidade de jornalistas de todo o país. Carros de externa, de link ao vivo, e claro, um bando de gente que entra de bicão ou penetra, pra ficar puxando o saco de jogador ou dirigente. Os conhecidos "perus".

Quem também fatura um bocado nessas ocasiões é o pessoal de van, sprinter e turismo. Eles transportam os locutores esportivos, os repórteres, e até o pessoal de apoio que vem de fora.

Tomei chuva - ainda que protegido com uma capa. Difícil foi escrever o texto no papel enquanto a água caía. No final, dois a um Vitória. Ganhou mas não levou. E só cheguei em casa lá pelas 2 da matina, por causa do trânsito complicado na frente do estádio.

Noite feliz, divertida e, infelizmente, um pouco molhada... Até a próxima.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Um novo começo.




Toda vez que a vida nos impõe derrotas, é hora de recomeçar. De aprender com os erros. De avaliar os acertos. E de ir pra cima, tentar a vitória no futuro.

É assim que me sinto agora.

A força as vezes até falta. A perda foi não só considerável. Mas grande. Uma pessoa especial. Ela se foi, tentar novos objetivos e desafios. Mas ela era especial.

Tão especial que mesmo nas últimas vezes que nos vimos, fez desse rapaz videorreporter, um homem.

Finalmente assumi compromissos e projetos que há tanto estavam relegados. Comecei a pensar em formas de conseguir elevar a renda. De concretizar os planos. Transformar os sonhos em realidade definitiva.

Tomei atitudes. Revistas e outras coisas empilhadas no meu quarto, nos próximos dias, se tornarão objetos do passado. Projetos musicais, jornalísticos, entre outros, guardados na minha mente vão para o papel. E daí, para meu cotidiano.

Até nisso, essa pessoa foi especial. Em me colocar no caminho. Em me fazer buscar promessas para mantê-la ao meu lado. Tentei, fui com tudo. Não consegui.

Mas descobri um caminho para mim.

As vezes, a gente deixa a vida levar. Levar demais. E esquece de planejar nossos passos. Tudo bem que ela pode levar um pouco, mas é como brincar nas ondas. Pé no chão pra o mar não levar tudo.

E em um instante, as coisas mudam.

Esse post é um agradecimento à essa pessoa - que eu nem sei se lerá o blog. Especial em tantos momentos de minha vida. E também nesse. Que motivou a minha mudança de postura.

Que venham as grandes mudanças. Uma delas: postar diariamente nesse espaço.

Um abraço. A todos. E um brinde à essa pessoa especial.

sábado, 31 de julho de 2010

Coração de papel.

Amar é como um monte de coisas.

Uma montanha russa de sentimentos, as vezes mais alto. No ápice. As vezes mais baixo. Mas sempre barulhento. Empolgante.

Uma saída para nossa limitação de respeito ao outro. Principalmente na sociedade moderna egocêntrica ocidental brasileira. É uma forma de dividir pesares, dúvidas, preocupações, e claro, alegrias em forma de beijos e corações.

Amar as vezes também é complicado pra caramba. E é simples. A depender da situação. Do contexto. Das pessoas que amam. E do amor que elas vivem.

Difícil é mensurar esse amor. Ainda que filmes, livros, e outros produtos tentem nos dizer o que seria esse sentimento, de várias formas. Parafraseando uma canção com mo sugestivo nome "coração" - "só quem ama sabe, sente, o que se passa em nossa mente".

Como é bom amar. Melhor ainda, ser amado. Principalmente. Amado por quem gosta de você. Por quem te tem em alta conta. Por quem move mundos e fundos para lhe dar amor. Carinho. Atenção.

Mas nem sempre é isso que queremos. Ou até queremos, mas não de determinada pessoa. As pessoas passam e olham o buquê de flores que você leva. Algumas, falam, outras não. Algumas querem o buquê. Outras, apenas fazem uma brincadeira.

Não sei se você já passou por um fenômeno, que eu humildemente descreveria de "conexão de corações". É quando você, de alguma forma, pressente que o outro vai ligar. Ou que está pensando na outra pessoa. Ou que algo de bom, ruim, aconteceu.

Por mais estranho ou fake que isso possa parecer, acontece. E é bom demais saber que acontece. Se rolar algo do tipo "tava pra te ligar agora" ou "tava pensando em vc" quando falar com quem você gosta, sorria. Você está conectado.

Aconteceu comigo. De algumas maneiras, posso comprovar. Inclusive, quando eu perdi a pessoa que mais gosto em toda a minha vida. Não foi a morte que a levou, graças a Deus. Foi a soberba, minha. Foi a falta de cuidado quando mais precisava. E agora, sabe-se lá, se ela volta.

Seria bom. Fora de série. Que o tempo rei me dê essa chance. Basta uma.

domingo, 25 de julho de 2010

F-1: Falcatruas, falsidades, financiamentos, f0#@


Acabou agorinha a entrevista pós-Grande Prêmio da Alemanha de Fórmula 1. Todos bastante comedidos. Depois de uma corrida com uma ultrapassagem armada. Sempre por ela. A Ferrari.

O brasileiro Felipe Massa vinha na frente. Mas foi obrigado a deixar Fernando Alonso, o espanhol, como o banco Santander - patrocinador master da equipe - passar.

Dá pra afirmar com tanta certeza. Sim, pelas conversas de rádio do engenheiro de Massa, Rob Smedley. Ele foi o grande personagem da história - na minha humilde opinião.

Primeiro, com a mensagem, lá pela volta 46, 47: "Fernando-está-mais-rápido-que-você. Você-entendeu-essa-mensagem?"

Detalhe: Antes, Alonso já havia tentado ultrapassar. Não conseguiu. E reclamou de que a situação era "ridícula". Estar atrás de Massa? Ou ser impedido pela equipe de ultrapassá-lo?

Logo em seguida, Massa abriu 2 segundos de vantagem, e passou a virar mais rápido que o espanhol.

Bom, retornando ao engenheiro, pouco depois da "mensagem entendida" acima, Massa abriu caminho para Fernando passar. E em conversa recuperada de rádio, o engenheiro disse "obrigado" a Felipe, e terminou com um "sorry" (desculpa)

Ao final, elogios a Massa pelo rádio por ser "magnânimo". Além de um Alonso se fazendo de desentendido, perguntando se Massa teria perdido uma marcha.

Ainda ao final, a esperta repórter Mariana Becker, da Globo, foi ao veterano ex-piloto Nick Lauda, que resumiu a questão: "Vergonha".

Demorei nessa parte, para contextualizar. Agora, as ponderações.

Dá pra perceber que o circo da Fórmula 1 se torna cada vez mais um palco de pilotos "riquinhos". Mimados eles sempre foram. Pergunta quantos deles tiveram alguma dificuldade financeira na vida.

Só que agora, é preciso ser o dono da grana para ter a vez. Situações semelhantes vimos em outros momentos.

O australiano Mark Webber brigou com a Red Bull no último GP, por causa de um bico - na verdade, pela preferência dada a Sebastian Vettel.

O finlandês Kovalainen deixou a McLaren por essa só beneficiar o "queridinho" Lewis Hamilton (que, diga-se, pilotava muito mais que ele)

O exemplo mais claro, na própria Ferrari: Rubens Barrichello e Michael Schumacher. Tudo feito para o alemão. Ao brasileiro, as críticas de "bundão" de grande parte da imprensa, e do público local.

Bem, agora foi o queridinho da Globo (leia-se Galvão Bueno) o atingido...

Qual será a reação? Tomara que não de passividade, como visto na voz do narrador Luis Roberto, que justificava a ultrapassagem como "por Alonso está mais rápido". Se houve ironia, para este humilde expectador, não ficou claro.

Até porque, o Banco Santander - o espanhol - também patrocina a Rede Globo.

As gravações da FIA não deixam dúvidas do jogo de equipe.

Que é proibido pela entidade máxima do automobilismo.

Que é presidida por Jean Todt, ex-homem forte da...Ferrari. Na época em que a equipe agia do mesmo jeito com... Schumacher.

Esperar alguma punição severa parece ser... Uma espera infrutífera.

Reação de Massa? Bom, ele cumpriu o que a equipe queria, e até preferiu não comentar na coletiva. Profissionalismo? Tomara que se reverta em bons frutos para ele.

Para Alonso, ficam os pontos. Pra gente, a diversão em ver ele se requebrando para conseguir explicar.

Para a Ferrari, que fique a vergonha. E, quem sabe, algo mais...

O chefe da McLaren, Martin Whitmarsh, já disse que quer superar a Ferrari como marca número 1 da categoria em 20 anos. Pelo menos, exemplos de competitividade, a equipe procura dar.

Quem não se lembra dos pegas de Senna e Prost? Ou, mais recente, da disputa entre Button e Hamilton no Gp da Turquia?

Que demore. Mas que consiga. Porque ver esses cavalinhos vermelhos comandados por botões de dentro do box já encheu o saco.

sábado, 24 de julho de 2010

Sinto falta do verão.




A chuva é legal. Tem seus momentos. Inverno sempre chove. Vai bem com pipoca, cinema, chocolate quente. Vai mal com desabamento, deslizamento de terra, árvore que cai, falta de energia. Mas já deu.

Sinto uma falta danada do verão. Do sol. Dos dias quentes. Frio, só em algumas noites. Chuva também. Como Salvador sempre gostou de ser. É um pé no saco ter que ficar aguentando esses torós que caem pela cidade.

Necessários para as plantas. Péssimos para os bombeiros. Eles ralam horrores nessa época. Fica até difícil a gente fazer reportagem específica com eles.

Pra piorar, todo fim de semana tem chovido na cidade. Incrível. É semana com sol, sábado e domingo com chuva. Isso é cruel. Por um lado, trava menos o trânsito. Mas justamente nos dias que a gente quer curtir... Dança.

Seria tão bom se São Pedro pudesse dar uma forcinha. E baixar um pouco esse índice pluviométrico. Ou, como aprendemos no maternal, terminar logo essa faxina e limpeza no céu.

Enquanto ele não faz isso, guarda-chuva e capa pra que vos quero. E mais um casaquinho. Ou companhia, pra quem puder.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Pausa rápida.

Estou na pós-graduação, então nem dá pra escrever muita coisa.

Internet caseira ruim. Muito trabalho na emissora. Oportunidades e problemas acontecendo ao mesmo tempo. Coisas boas e ruins.

Ainda bem que amanhã é sábado. Vai rolar um cervejão... E um post mais legal também.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Cachorrinhos da Graça, quadros, trânsito...




Uma semana dura atrás da outra.

Nem vou estender demais os motivos da ausência. Trabalho, doença e estudos. Mas tem dado resultados.

Prova disso é que tenho tentado agilizar maneiras de postar alguns vídeos meus na net. Vai acontecer, preciso só de um tempinho pra isso. Mas em no máximo duas semanas, posto alguns aqui.

Outra coisa boa foi que fiquei bom dessa maldita infecção de garganta. Rapaz, impressionante como pequenas coisas reduzem nossas defesas imunológicas. Até dar risada força. Sem contar a mudança de tempo com o inverno. Um ventinho frio na cidade. Nessas horas, companhia e pipoca seriam legais.

Mas falta o tempo, maldito tempo, que não deixa nem a gente parar um pouquinho pra escrever ou cuidar de nossas frivolidades. Aliás, ultimamente, andei meio viciado em jogos do facebook. Mas valerão um post futuro...

Quanto às reportagens, estou produzindo uma série de trânsito. Espero que fique bacana. Mas o resultado vocês vão ver logo. Também de volta às videorreportagens. Destaque para duas:

- Calçadas com sujeira dos cachorros em áreas nobres da cidade. Fui no bairro da Graça. Conheci uma engenheira e uma professora - ambas com os cachorrinhos, ambas com sacos de lixo. E também uma veterinária tímida, que falou muito bem na frente da câmera. E que divertiu os outros que acompanhavam o programa. Bem legal.

- O quadro de emprego - o Mãos à Obra - da semana que vem fala sobre manicure. O mais engraçado? Umas duas delas tiraram até foto comigo, rapaz. Mas nada de ficar metido, que é isso. Elas é que são gentis demais.

Volto outra hora, com menos baboseiras, e alguma coisa legal que eu encontrei na rua.


quinta-feira, 1 de julho de 2010

Correria, Dificuldades e TPM (das mulheres).




Rapaz, que correria. Mesmo sem estar na Copa, as coisas ficam complicadas as vezes na redação também. Vou então contar uma historinha bem rápida.


Anteontem estava preparado para fazer uma matéria de saúde. Quando eu me preparava para sair, virou a pauta. Isso acontece quando tem um fato mais relevante na cidade. Não foi bem o caso...


Era apenas uma pauta mais identificada com o programa da Rita Batista. Sobre TPM. E como ela afeta homens e mulheres.


Aparentemente, serviço simples. Chegar em um cinema ou praça de alimentação de shopping, encontrar uns casais e fim de papo.


Quem me dera...


Existem três coisas que fazem os casais se esconderem nesse tipo de trabalho. A timidez, de estar junto com outra pessoa. A discrição, para que conhecidos não saibam o que aquela pessoa anda fazendo. Ou a traição. Gente que, ahn, está numa fase de troca de parceiro, se vocês me entendem...


Mas o destaque nesse caso foi um quarteto de garotas - todas com 18 anos - que me deram uma força na reportagem. Paula, Laura, Priscila e Hanna (não a Montana). Estavam de papo em uma mesa na praça de alimentação do shopping Iguatemi. E como ajudaram.


Dei um destaque especial para elas na reportagem. Deixei para o final, como uma espécie de conselheiras. Ficou interessante. Pedi que mandassem uma foto para o meu e-mail. Esperei o mais que pude antes desse post.


Fica pra próxima.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Falta de postagens.

Peço desculpas pela falta de postagem nos últimos dias. Estive de folga no feriadão, e foi um período sabático. De muito descanso, reclusão e copa. Além disso, tenho problemas urgentes no trabalho. Depois falo sobre isso. Mas o blog não foi esquecido. Amanhã o Boa Tarde Bahia volta, e vocês vão ver uma videorreportagem lá. Comento sobre ela mais tarde.

Por ora, breves linhas sobre a copa:

- Ozil já era titular da Alemanha antes do Ballack se contundir. O reserva era Muller.
- Argentina ataca bem, defende mal. Só ganha do Brasil em "dia di Maria" ou com show - no estilo Barça - do Messi.
- Brasil joga como a Inter de Milão, ou a Inter como o Brasil?
- Uruguai joga como a Inter de Milão ou como o Brasil? 3 no ataque, o resto na defesa.
- Nunca pensei que fosse dizer durante um jogo que Elano fazia falta... Foi no Brasil e Chile. Mas até que não fez tanta...
- Pararam de pichar o Gilberto Silva? Ele está comendo a bola. Agora, a culpa é do Felipe Melo.

Um abraço.

terça-feira, 22 de junho de 2010

São João - festa, licor, matérias repetidas...



Taí. Hoje fiz uma reportagem sobre (óbvio) são joão. Como evitar se queimar com fogos e fogueiras. A mesma de sempre? Pois é. Uma semana antes, colegas meus fizeram uma parecida.

Pra piorar, não era uma suíte - quando se trata de uma reportagem relacionada a uma outra, uma espécie de continuação. E sim, uma nova. Nova? Como?

Aí, caímos naquele velho problema. São sempre as mesmas coisas. Um especialista dos bombeiros, ou médico, pra falar dos riscos de queimaduras. E, claro, a palavra de quem compra os fogos. E dos cuidados que toma.

Culpa de quem? Do pauteiro, que não pensa um viés diferente? Do produtor, que marca sempre os mesmos lugares? Do repórter, que não busca personagens interessantes? Ou da audiência, que não se cansa de ver a mesma coisa? Ou de todo mundo?

Em uma redação, as vezes, somos obrigados a seguir o lugar comum.

Seja você ocupante de uma cadeira de pauteiro. De um telefone de produtor. De uma câmera e microfone de videorreporter. Ou só do microfone, repórter. Da caneta do chefe, que autoriza a matéria. Ou do sofá para sentar e assistir, expectador.

Não porque o lugar comum é bom. Não é. Principalmente no mundo do entretenimento. Televisão é entretenimento. Um teatro. Da vida real. Ou imaginária, a depender do produto.

Mas porque o lugar comum é o necessário. Já que todo ano tem gente que se queima, e gosta de se queimar de novo... Então, vamos ao ciclo vicioso.

Prova disso: Saiu índice de infestação da dengue de Salvador. 4,1 de cada cem edifícios têm focos do mosquito transmissor. E vamos com as reportagens sobre água parada. São importantes. Transmitem informação. Fazer o que?

O lugar comum também é o que dá IBOPE. O povo gosta de ver. Ainda que não seja tudo igualzinho. Só o diferente, não satisfaz. Assim como mais do mesmo cansa.

É como o velho arroz com feijão. Mas cada dia temperado, ou com um acompanhamento, diferenciado. Carne. Frango. Saladinha. Mais feijão que arroz. Mas arroz com feijão.

domingo, 20 de junho de 2010

O Zeppelin, as rádios e outras coisinhas...



Sábado à noite. Sair com os amigos. Ir para o Rio Vermelho. Sentar em um bar. Jogar conversa fora. Polemizar. Voltar de carona. Amigos de fé. Sábado à noite.

Daí, na volta, passei pela guarita. Duas e meia da madrugada. E na rádio globo FM, Led Zeppelin. A música, All my love. Perfeita para um clima à dois. Minha felicidade foi ouvir essa música em uma rádio da cidade.

Por outro lado, lembrei de um amigo meu, jornalista, atualmente no site Bahia Notícias. Lucas Esteves, bom baterista, o maior fã do Zeppelin que eu já vi. Sabe os momentos em que a banda erra em todos os discos. Detalhes incríveis.

Certa vez, ele me disse que algumas rádios da cidade são extremamente bregas. A Globo Fm é uma da lista. A outra, a A Tarde FM. Longe de mim criticar. Pelo contrário.

Mas o raciocínio dele é válido, perceba. A "breguice" está nas músicas tocadas. Bee Gees, Phil Collins, James Blunt, Mariah Carey e outras divas... Canções lentas, um pouco amorosas, além de "novas" MPBs, como Vanessa da Matta, Maria Gadu, etc.

Mais uma vez, longe de mim criticar esses artistas. Até porque ouço essas rádios em vários momentos do meu dia.

Como videorreporter, trabalho na rua. De carro. Então, ouvir rádio é uma constante. Além das notícias na Band News, sintonizo as outras. Até pra saber como está a programação.

E constato que o Lucas fala a verdade. Em alguns momentos, ouvir essas rádios é um saco. Mas dá pra entender por que elas são líderes de audiência. Existem (muitos) momentos da vida em que o excesso do romantismo do brega é legal. Ser brega é legal.

Vai ver acho isso porque sou assim. Ou porque quem quer ser moderninho demais, em muitos momentos, é extremamente chato. E pedante. E são esses mesmos que na verdade acham tudo brega. Não o Lucas. Ele só falou das rádios mesmo.

sábado, 19 de junho de 2010

As viagens do forró.



Na sexta, entrevistei o pessoal da Cangaia de Jegue. Foi ao vivo, no Band Cidade, no Pelourinho. Pelo menos lá era um trio nordestino. Os integrantes - Norberto, Serginho e Kina (do Estakazero, emprestado) - foram bastante simpáticos.

Antes da entrevista, um papo me chamou a atenção. Os desafios que essas bandas de forró fazem no São João. Imagino que seja semelhante ao de grupos de axé no verão e no carnaval.

Eles me contaram que chegam a fazer 3 shows por dia. Kina disse inclusive que o Estakazero vai usar um avião, pra sair de um show em Ilhéus, vir para Salvador, e no mesmo dia, tocar em Dias D'ávila. E de lá, ainda iam pra outra cidade. Não lembro o nome.

Na maior parte das vezes, o deslocamento é feito de ônibus. Já que a agenda tem muitos eventos em cidades próximas.

Lembrei que eu já quis uma vida dessas. De rodar de ônibus por aí, tocando e tocando. Cansativo? Claro. Mas que trabalho não é nessa vida? E que gostoso colocar o povo pra sorrir e dançar.

Vale uma matéria. Quem sabe um dia não consigo fazer? As viagens de uma banda dessas. Acompanhar eles durante um fim de semana, por exemplo.

Vai rolar. Um outro dia. Por ora, sucesso à Cangaia, ao Estaka e demais grupos de forró.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Copa.

Tenho assistido os jogos da Copa. Mas não pretendo postar tudo aqui. Afinal, não estou na África do Sul. E com a Globo e a Band transmitindo, além de milhares de sites, fica meio estúpido falar o que todos já disseram.

Mas aqui vão algumas linhas.

- Argentina, México e Uruguai - três países latinos - garantidos nas oitavas de final. Um futebol mais caloroso é esperado nas oitavas. Faltam Brasil, Chile, Itália, Paraguai, Honduras e Espanha. Será que dá?

- Alemanha jogou bem porque tem esquema tático, bons jogadores e conhecia a Jabulani. Os atletas usaram ela na última temporada do campeonato alemão. Será que não vale a pena o Dunga então apostar em Josué e Grafite - atletas do Wolfsburg/ALE?

- Messi atuou muito bem em duas partidas. Melhor que os concorrentes a melhor do mundo Kaká, Cristiano Ronaldo e Rooney, que ainda não "desembarcaram" na copa. Robben ainda nem teve chance de jogar.

- Minha seleção da primeira rodada: Eneyama (NIG); Maicon (BRA), Samuel (ARG), Canavarro (ITA), Lahm (ALE); Muller (ALE), Ozil (ALE), Tshbalala(AFS) e Messi(ARG); Klose(ALE) e Podolski (ALE); Téc. Ottmar Hitzfeld(SUI).

Um abraço.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Por trás da reportagem - Os banheiros da cidade.



Hoje fiz uma videorreportagem sobre a falta de educação da população, no uso dos banheiros públicos de Salvador. São apenas 34 na cidade inteira. Onde eles estão? Fiz uma pequena peregrinação.

Estacionei na Mouraria. Segui rumo ao Relógio de São Pedro. Lá, tinha um. Tinha. E era pago. Hoje, só serve para engolir moedas de 50 centavos.

De lá, para o largo Dois de Julho, onde o pessoal depende de um restaurante chinês pra fazer as necessidades.

Segui então para a praça Castro Alves, onde encontrei o "beco do mijo". Local onde o pessoal faz as necessidades. Isso de acordo com alguns taxistas. Na falta de sanitário...

Só na Praça da Sé encontrei quatro. Como era de se esperar, todas sujas. Copo plástico, bituca de cigarro, papel higiênico...

Uma pobre senhora, dona Maria de Andrade, nem pôde fazer as necessidades. Nas palavras dela: "Obraram até no chão".

Bom, de lá voltei caminhando até a Mouraria, onde estacionei o carro. Fui então para a Estação Iguatemi.

Enquanto filmava o banheiro, o seu Pereira, o administrador, veio falar comigo. Ele já tinha me contado antes de algumas das coisas que aconteciam no local. Infelizmente, aquilo lá virou um cenário de prostituição e drogas. Até um cachimbo de crack já acharam em um dos banheiros.

Ele foi bastante cordial, permitiu que eu fizesse a imagem do banheiro e uma passagem - trecho em que o repórter aparece na matéria.

Antes de retornar, ainda parei no McDonalds. Comi o tal McBrasil. Pela primeira vez, acho que vou conseguir comer todos desses sanduíches.

Só faltam o Alemanha, Itália e Argentina. Aliás, dos que já provei, o McFrança foi o melhor - grande creamcheese. Mas isso é uma outra história.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Ao vivo em rede nacional.

Putz!

Só assim pra começar a definir o que vai rolar amanhã. É quase certo que eu estarei aqui, ó!




Acompanharei o jogo da seleção brasileira do Farol da Barra. Junto ao link da emissora, com entradas esporádicas para todo o país. Ou seja, vamos estar juntos, pela Band nacional., a partir das 13h, com flashes daqui de Salvador.

Pelo menos é o que fiquei sabendo hoje. Tomara que se concretize. Porque, afinal de contas, em 20 minutos tudo pode mudar...

Vai ser uma experiência diferente. Mas também acho legal. Afinal de contas, o que vai ter de gente lá na Barra pra assistir esse jogo... E que bom que é contra a República Democrática Popular da Coreia (do Norte) - um time aparentemente meia boca.

E na boa: é meia boca mesmo.

Vamos nessa Brasil!

PS: A Alemanha realmente tem um bom time, com o ótimo Ozil. Única até agora a ameçar o Brasil.

A Itália vai penar pra passar (de novo). A Holanda está abaixo do esperado (ainda sem Robben). Que bela surpresa japonesa! E uh, quase uma zebra vermelha-e-branca-paraguaia. Ainda falta uma equipe candidata a sensação. Eslováquia, Costa do Marfim e Chile são as últimas apostas...

...e Nova Zelândia, Coreia do Norte e Honduras, os sacos de pancada.

domingo, 13 de junho de 2010

Grupo C - Frangos e Perus

Inglaterra 1 x 1 Estados Unidos
Argélia 0 x 1 Eslovênia.

Essa merece a imagem...

Imagem: UOL.

Rapaz, que frangaço! Ri horrores dessa do inglês Green. Evidencia o problema britânico debaixo dos quatro paus.

Apesar dos EUA terem chegado junto e tal, apertado, tido chances, a Inglaterra teve tudo pra matar o jogo. Se tivesse saido da soberba, e acelerado o jogo, daria certo. Dançou.

Em 1950, eles pensaram do mesmo jeito contra os mesmos EUA, e tomaram 1 a 0.

Enquanto isso, na pelada entre Argélia e Eslovênia, mais uma expulsão. Ghezzal, camisa 9, entrou no segundo tempo pela Argélia. Tomou o amarelo. O vermelho. E depois, o time tomou o gol. Em mais um peru da copa. Gol de Koren.

Aliás, teve um argelino maluco numa das torres de iluminação. É, acho que nisso a copa do Brasil não tem como ser pior não... Ô mangue...

Interessante é que a Eslovênia passa a jogar pelo empate, na boa, contra os EUA na próxima rodada. O vida boa...

Agora estou assistindo Gana e Sérvia. Mais uma expulsão, Lukovic, da Sérvia. Mas tá chato pra caramba. Duas equipes que não tem atacantes bons...

Ô copinha boa pra goleiro. Só a bola Jabulani pra entrar pela trajetória errante dela mesmo.


Grupo B - O Tango e a disciplina.

Coreia do Sul 2 x 0 Grécia
Argentina 1 x 0 Nigéria.

Dois jogos interessantes.

No primeiro, a Coreia do Sul jogou direitinho. Sabia que podia explorar a velocidade contra os "velhinhos" gregos. Fez isso. Marcou aos 6 do primeiro tempo, e aos 6 do segundo. A Grécia melhorou na segunda etapa, mais para o final. Mas a Coreia também teve chance de fazer mais.

Do outro lado. Argentina e Nigéria. Rivalidade antiga. Se pegaram em 1994 e 2002. Melhor para os argentinos, que em jogada suspeita de escanteio, fizeram o gol. Heinze. Messi jogou bem. No primeiro tempo. Na segunda etapa, errou passes demais. E quase a Argentina leva gol. O Nigéria ruim de pontaria.

Se bobear contra a Coreia, perde a vaga. Porque os asiáticos não são nada bobos.

A seguir: Grupo C - Frangos e Perus.

Grupo A - Equilíbrio total.

África do Sul 1 x 1 México
França 0 x 0 Uruguai

Um jogo divertido. O outro, chato.

Sul-africanos marcaram depois de um primeiro tempo feliz do México. Mexicanos responderam quando sul-africanos jogaram melhor.

Um reflexo do equilíbrio desse grupo. Podemos esperar um bocado, principalmente do México. A África do Sul vai depender demais da torcida pra superar Uruguai e França.

Por falar nesses dois, o joguinho chato. Até agora o mais entediante do torneio. Até que a França no finzinho tentou, depois da expulsão de Lodeiro. Mas que nada. Decepcionou.

Mais pra França. Porque o Uruguai só tem Forlán mesmo...

Proxima postagem: O tango argentino e a disciplina coreana.

Olá.

Esse é um blog sobre meu trabalho, videorreportagem. Realizo ele em Salvador. Para quem não conhece, o videorreporter é o profissonal que agrega as funções de cinegrafista, reporter e até de motorista.

No meu caso, faço também a de produtor de matérias. No futuro, pretendo ainda editar. É meio bater o escanteio e chutar no gol. Mas existem trabalhos específicos para essa função.

Se interessou? Então você pode acompanhar essas videorreportagens na tela da Band Bahia, canal 7. Sempre às dez para as 7 da noite, no Band Cidade. Durante a copa, o Boa Tarde Bahia, outro programa com videorreportagens, está fora do ar. Então, quando voltar, eu aviso por aqui.

Retomando, no blog quero contar as histórias e causos de videorreportagens na rua. Além, é claro, de outros assuntos diversos. E como a Copa do Mundo está na boca do povo, bom, vou fazer o clichê, e começar falando de alguns jogos.

Aguardem.