Escolhas e experiências
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
"Em 1988, O Bahia já jogava o futebol moderno.”
Hoje ele está na maior beca. Sempre de terno, raramente de gravata. O jeito simples, como sempre recebeu a todos no escritório dele, na diretoria da Superintendência de Desportos (Sudesb).
Assim é Raimundo Nonato Tavares da Silva. Ou só Bobô. Campeão brasileiro com o Bahia em 1988 – uma das duas maiores conquistas da história tricolor. A mais lembrada pelos torcedores.
Talvez pelos mais de um milhão e meio de torcedores que foram receber a equipe no aeroporto. “Pra nós foi um susto, porque estávamos sobrevoando o aeroporto, e a gente enxergou aquele mar de gente, paixão, vibração, e boa parte dentro da pista mesmo, do aeroporto”, relembra Bobô
Aquela equipe nem sempre é lembrada pelos especialistas da bola. Mas de acordo com o camisa 8 tricolor no bicampeonato brasileiro, o Bahia praticava um futebol vistoso e ofensivo. Semelhante ao jogado por grandes clubes hoje.
“O Bahia já jogava o futebol moderno, no quatro-cinco-um. Jogadores com versatilidade muito grande, todos eles mudando de posição. Isso fez o Bahia diferente naquele momento”.
Naquela época, também era comum o Bahia ser protegido pelos orixás. O torcedor símbolo do clube no período, Lourinho, sempre amarrava as pernas de bonecos que representavam os jogadores adversários. Mas na final de 1988, quase que a mandinga virou contra.
“No jogo de volta teve o troco dos gaúchos. Só que eles não sabem fazer direito, não. Tinha quase que um boi na entrada do vestiário. Foi um susto pra todo mundo, com aquele animal caído lá.”
Um tempero a mais para o jogo do título. Zero a Zero. A vitória por dois a um no primeiro jogo, na Fonte Nova com mais de 90 mil pessoas foi decisivo. O segundo gol, de bicuda.
“Bati de bico que era a única maneira de tirar também, porque tinha muita gente no chão. Muita gente que a bola poderia bater e tal, se eu resolvesse bater de chapa. Bati de bico, e foi o gol do título.” E o Bahia, de bico, é bi. Campeão.
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Sua batata tá assando, Mano...
Perder pra Argentina nunca é bom. Como foi o primeiro clássico à frente da Seleção Brasileira, no ano passado, está liberado.
Cair pra França tem sido uma constante desde a final da Copa de 1998. Então passa.
Empatar com a Holanda, em casa, não ajudou. Mas até aí, Mano Menezes não teve seu trabalho como treinador do Brasil contestado.
Agora perder na Copa América para um time que não ganhou um jogo sequer na competição – o Paraguai – e depois ainda tomar de três da Alemanha... Aí é pra abrir o olho.
Em pouco mais de um ano a frente da Seleção Brasileira, Mano Menezes ainda não conseguiu mostrar a que veio.
O balé que se esperava dos jogadores em campo – principalmente dos meninos do Santos – ainda não entrou no ritmo.
Alexandre Pato não mostrou, com a amarelinha, o futebol que o credencia no time dele, o Milan.
E a defesa, bom, essa tem bobeado demais.
Se na Copa América foi Daniel Alves quem perdeu espaço por falhas seguidas – apesar de ter sido titular na partida dessa quarta, contra os alemães – agora é André Santos quem está na berlinda.
Admirado pelo treinador, o lateral errou muito – inclusive no lance do terceiro gol alemão, em que evitou dar chutão e perdeu a bola.
Jogar bonito é pra quem sabe, como Schweinsteiger. O gringo tem nome difícil, mas em campo, é um dos melhores.
Bateu o pênalti do primeiro gol, tomou a bola quando André Santos quis se fazer de difícil, e deu para o colega Schurries marcar.
Outro que aproveitou as brechas da zaga brasileira foi Gotze, ou “Gotzinho” – igual a Ronaldinho. No apelido, e na bola. Participou de quase todas as jogadas de ataque da Alemanha, e ainda fez o dele, depois de deixar Júlio César no chão.
Ao time de Mano, restou se contentar com um pênalti batido por Robinho, e um belo gol de fora da área do Neymar. Aliás, o craque do Santos só fez isso na partida. Não foi suficiente. Para ele, ainda dá tempo de mudar a situação.
E é o que Mano pretende.
Depois do jogo, o treinador deixou claro que alguém deve perder lugar no time para os próximos confrontos. André Santos e Alexandre Pato são candidatos ao banco, ou nem isso.
Inclusive, mês que vem o Brasil joga duas partidas contra a Argentina.
Chance de revanche.
Ou de a batata do treinador torrar de vez.
terça-feira, 26 de julho de 2011
Novas perspectivas.

quarta-feira, 6 de julho de 2011
Canal no Youtube.
terça-feira, 5 de julho de 2011
Enterros e abutres.

quinta-feira, 3 de março de 2011
RETOMADA... E COM CARNAVAL

sexta-feira, 8 de outubro de 2010
A pauta do dia - ou "come on baby, light my fire"
