
E precisamos de uma pequena palavra.
Algo ou alguém que nos diga se ainda vale a pena continuar.
Bem, aqui mais um clichê. Vale, enquanto você quiser.
Não puder, quiser.
Tentar, investir, procurar. São do ser humano. Não o correr atrás, mas o buscar mais.
Isso acontece nas reportagens. Eu fico enfurecido quando algo sai do comum, ou alguém está na frente.
Pior ainda se não tenho como ser melhor, por falta de condições fora do meu alcance.
Mas sempre dá pra dar o troco. De outra forma.
Um exemplo recente: Uma emissora concorrente tinha imagens e depoimentos mais interessantes de uma senhora, parente de um rapaz, supostamente morto por policiais.
Bem, a concorrente foi com ela até a polícia, registrou em imagens, e tudo o mais.
Chegamos depois à casa dela. A mulher falou, mas sem mostrar o rosto.
Apostei que a concorrente tinha conseguido situações melhores. Admito que nem cheguei a checar isso.
Era uma luta aparentemente perdida.
Então, nos mandaram gravar um pequeno stand up - quando o repórter narra algo, semelhante a uma passagem, e cobre parte com imagens, ou não. Ele conta a história, quando não há imagens que o auxiliem, ou depoimentos que corroborem sua versão.
O caso? Sequestro relâmpago na Pituba.
Antes da gravação, conversei com algumas pessoas ao redor. Até que uma empresária, dona de salão de beleza, saiu e se irritou.
Ela acusava outros veículos de comunicação de terem contado versões falsas, de que o caso teria ocorrido dentro ou na frente do salão dela. Quando aconteceu no estacionamento do lado.
Bem, decidi ouvir a história dela. Em determinado momento, eu e o cinegrafista Júlio Davi soubemos que ela tinha imagens de circuito interno de TV - amplamente usado em todo o país, dificilmente liberado por aqui - que mostrava o momento do sequestro.
Ora, algo exclusivo. Afinal, ninguém tinha ido lá conversar com elas sobre o caso.
Nessa hora, a gente dá o troco.
E vale para qualquer situação. Perde-se a luta, não necessariamente a guerra.
E como no futebol, é melhor responder na bola, que na porrada.
Aí você pergunta, qual o motivo daquela imagem e do título "novas perspectivas"?
Bem, toda história é um aprendizado. E nos ajuda a pintar novos caminhos.
Desde que não esqueçamos, como a Dorothy do Mágico de OZ, que "não há lugar como o lar". Ou seja, sempre sabermos aonde voltar para buscar da fonte onde podemos beber, sem nos envenenarmos.
Então, não abandone o que você acredita, se você realmente quer. Eu estou em busca de novas perspectivas. De maneira a poder pintar meu futuro diferente do meu presente atual.
E você?
PS: Se não provaram, experimentem as garrafinhas de chocolate da Kopenhagen. O licor de framboesa é sensacional!
