sábado, 31 de julho de 2010

Coração de papel.

Amar é como um monte de coisas.

Uma montanha russa de sentimentos, as vezes mais alto. No ápice. As vezes mais baixo. Mas sempre barulhento. Empolgante.

Uma saída para nossa limitação de respeito ao outro. Principalmente na sociedade moderna egocêntrica ocidental brasileira. É uma forma de dividir pesares, dúvidas, preocupações, e claro, alegrias em forma de beijos e corações.

Amar as vezes também é complicado pra caramba. E é simples. A depender da situação. Do contexto. Das pessoas que amam. E do amor que elas vivem.

Difícil é mensurar esse amor. Ainda que filmes, livros, e outros produtos tentem nos dizer o que seria esse sentimento, de várias formas. Parafraseando uma canção com mo sugestivo nome "coração" - "só quem ama sabe, sente, o que se passa em nossa mente".

Como é bom amar. Melhor ainda, ser amado. Principalmente. Amado por quem gosta de você. Por quem te tem em alta conta. Por quem move mundos e fundos para lhe dar amor. Carinho. Atenção.

Mas nem sempre é isso que queremos. Ou até queremos, mas não de determinada pessoa. As pessoas passam e olham o buquê de flores que você leva. Algumas, falam, outras não. Algumas querem o buquê. Outras, apenas fazem uma brincadeira.

Não sei se você já passou por um fenômeno, que eu humildemente descreveria de "conexão de corações". É quando você, de alguma forma, pressente que o outro vai ligar. Ou que está pensando na outra pessoa. Ou que algo de bom, ruim, aconteceu.

Por mais estranho ou fake que isso possa parecer, acontece. E é bom demais saber que acontece. Se rolar algo do tipo "tava pra te ligar agora" ou "tava pensando em vc" quando falar com quem você gosta, sorria. Você está conectado.

Aconteceu comigo. De algumas maneiras, posso comprovar. Inclusive, quando eu perdi a pessoa que mais gosto em toda a minha vida. Não foi a morte que a levou, graças a Deus. Foi a soberba, minha. Foi a falta de cuidado quando mais precisava. E agora, sabe-se lá, se ela volta.

Seria bom. Fora de série. Que o tempo rei me dê essa chance. Basta uma.

domingo, 25 de julho de 2010

F-1: Falcatruas, falsidades, financiamentos, f0#@


Acabou agorinha a entrevista pós-Grande Prêmio da Alemanha de Fórmula 1. Todos bastante comedidos. Depois de uma corrida com uma ultrapassagem armada. Sempre por ela. A Ferrari.

O brasileiro Felipe Massa vinha na frente. Mas foi obrigado a deixar Fernando Alonso, o espanhol, como o banco Santander - patrocinador master da equipe - passar.

Dá pra afirmar com tanta certeza. Sim, pelas conversas de rádio do engenheiro de Massa, Rob Smedley. Ele foi o grande personagem da história - na minha humilde opinião.

Primeiro, com a mensagem, lá pela volta 46, 47: "Fernando-está-mais-rápido-que-você. Você-entendeu-essa-mensagem?"

Detalhe: Antes, Alonso já havia tentado ultrapassar. Não conseguiu. E reclamou de que a situação era "ridícula". Estar atrás de Massa? Ou ser impedido pela equipe de ultrapassá-lo?

Logo em seguida, Massa abriu 2 segundos de vantagem, e passou a virar mais rápido que o espanhol.

Bom, retornando ao engenheiro, pouco depois da "mensagem entendida" acima, Massa abriu caminho para Fernando passar. E em conversa recuperada de rádio, o engenheiro disse "obrigado" a Felipe, e terminou com um "sorry" (desculpa)

Ao final, elogios a Massa pelo rádio por ser "magnânimo". Além de um Alonso se fazendo de desentendido, perguntando se Massa teria perdido uma marcha.

Ainda ao final, a esperta repórter Mariana Becker, da Globo, foi ao veterano ex-piloto Nick Lauda, que resumiu a questão: "Vergonha".

Demorei nessa parte, para contextualizar. Agora, as ponderações.

Dá pra perceber que o circo da Fórmula 1 se torna cada vez mais um palco de pilotos "riquinhos". Mimados eles sempre foram. Pergunta quantos deles tiveram alguma dificuldade financeira na vida.

Só que agora, é preciso ser o dono da grana para ter a vez. Situações semelhantes vimos em outros momentos.

O australiano Mark Webber brigou com a Red Bull no último GP, por causa de um bico - na verdade, pela preferência dada a Sebastian Vettel.

O finlandês Kovalainen deixou a McLaren por essa só beneficiar o "queridinho" Lewis Hamilton (que, diga-se, pilotava muito mais que ele)

O exemplo mais claro, na própria Ferrari: Rubens Barrichello e Michael Schumacher. Tudo feito para o alemão. Ao brasileiro, as críticas de "bundão" de grande parte da imprensa, e do público local.

Bem, agora foi o queridinho da Globo (leia-se Galvão Bueno) o atingido...

Qual será a reação? Tomara que não de passividade, como visto na voz do narrador Luis Roberto, que justificava a ultrapassagem como "por Alonso está mais rápido". Se houve ironia, para este humilde expectador, não ficou claro.

Até porque, o Banco Santander - o espanhol - também patrocina a Rede Globo.

As gravações da FIA não deixam dúvidas do jogo de equipe.

Que é proibido pela entidade máxima do automobilismo.

Que é presidida por Jean Todt, ex-homem forte da...Ferrari. Na época em que a equipe agia do mesmo jeito com... Schumacher.

Esperar alguma punição severa parece ser... Uma espera infrutífera.

Reação de Massa? Bom, ele cumpriu o que a equipe queria, e até preferiu não comentar na coletiva. Profissionalismo? Tomara que se reverta em bons frutos para ele.

Para Alonso, ficam os pontos. Pra gente, a diversão em ver ele se requebrando para conseguir explicar.

Para a Ferrari, que fique a vergonha. E, quem sabe, algo mais...

O chefe da McLaren, Martin Whitmarsh, já disse que quer superar a Ferrari como marca número 1 da categoria em 20 anos. Pelo menos, exemplos de competitividade, a equipe procura dar.

Quem não se lembra dos pegas de Senna e Prost? Ou, mais recente, da disputa entre Button e Hamilton no Gp da Turquia?

Que demore. Mas que consiga. Porque ver esses cavalinhos vermelhos comandados por botões de dentro do box já encheu o saco.

sábado, 24 de julho de 2010

Sinto falta do verão.




A chuva é legal. Tem seus momentos. Inverno sempre chove. Vai bem com pipoca, cinema, chocolate quente. Vai mal com desabamento, deslizamento de terra, árvore que cai, falta de energia. Mas já deu.

Sinto uma falta danada do verão. Do sol. Dos dias quentes. Frio, só em algumas noites. Chuva também. Como Salvador sempre gostou de ser. É um pé no saco ter que ficar aguentando esses torós que caem pela cidade.

Necessários para as plantas. Péssimos para os bombeiros. Eles ralam horrores nessa época. Fica até difícil a gente fazer reportagem específica com eles.

Pra piorar, todo fim de semana tem chovido na cidade. Incrível. É semana com sol, sábado e domingo com chuva. Isso é cruel. Por um lado, trava menos o trânsito. Mas justamente nos dias que a gente quer curtir... Dança.

Seria tão bom se São Pedro pudesse dar uma forcinha. E baixar um pouco esse índice pluviométrico. Ou, como aprendemos no maternal, terminar logo essa faxina e limpeza no céu.

Enquanto ele não faz isso, guarda-chuva e capa pra que vos quero. E mais um casaquinho. Ou companhia, pra quem puder.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Pausa rápida.

Estou na pós-graduação, então nem dá pra escrever muita coisa.

Internet caseira ruim. Muito trabalho na emissora. Oportunidades e problemas acontecendo ao mesmo tempo. Coisas boas e ruins.

Ainda bem que amanhã é sábado. Vai rolar um cervejão... E um post mais legal também.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Cachorrinhos da Graça, quadros, trânsito...




Uma semana dura atrás da outra.

Nem vou estender demais os motivos da ausência. Trabalho, doença e estudos. Mas tem dado resultados.

Prova disso é que tenho tentado agilizar maneiras de postar alguns vídeos meus na net. Vai acontecer, preciso só de um tempinho pra isso. Mas em no máximo duas semanas, posto alguns aqui.

Outra coisa boa foi que fiquei bom dessa maldita infecção de garganta. Rapaz, impressionante como pequenas coisas reduzem nossas defesas imunológicas. Até dar risada força. Sem contar a mudança de tempo com o inverno. Um ventinho frio na cidade. Nessas horas, companhia e pipoca seriam legais.

Mas falta o tempo, maldito tempo, que não deixa nem a gente parar um pouquinho pra escrever ou cuidar de nossas frivolidades. Aliás, ultimamente, andei meio viciado em jogos do facebook. Mas valerão um post futuro...

Quanto às reportagens, estou produzindo uma série de trânsito. Espero que fique bacana. Mas o resultado vocês vão ver logo. Também de volta às videorreportagens. Destaque para duas:

- Calçadas com sujeira dos cachorros em áreas nobres da cidade. Fui no bairro da Graça. Conheci uma engenheira e uma professora - ambas com os cachorrinhos, ambas com sacos de lixo. E também uma veterinária tímida, que falou muito bem na frente da câmera. E que divertiu os outros que acompanhavam o programa. Bem legal.

- O quadro de emprego - o Mãos à Obra - da semana que vem fala sobre manicure. O mais engraçado? Umas duas delas tiraram até foto comigo, rapaz. Mas nada de ficar metido, que é isso. Elas é que são gentis demais.

Volto outra hora, com menos baboseiras, e alguma coisa legal que eu encontrei na rua.


quinta-feira, 1 de julho de 2010

Correria, Dificuldades e TPM (das mulheres).




Rapaz, que correria. Mesmo sem estar na Copa, as coisas ficam complicadas as vezes na redação também. Vou então contar uma historinha bem rápida.


Anteontem estava preparado para fazer uma matéria de saúde. Quando eu me preparava para sair, virou a pauta. Isso acontece quando tem um fato mais relevante na cidade. Não foi bem o caso...


Era apenas uma pauta mais identificada com o programa da Rita Batista. Sobre TPM. E como ela afeta homens e mulheres.


Aparentemente, serviço simples. Chegar em um cinema ou praça de alimentação de shopping, encontrar uns casais e fim de papo.


Quem me dera...


Existem três coisas que fazem os casais se esconderem nesse tipo de trabalho. A timidez, de estar junto com outra pessoa. A discrição, para que conhecidos não saibam o que aquela pessoa anda fazendo. Ou a traição. Gente que, ahn, está numa fase de troca de parceiro, se vocês me entendem...


Mas o destaque nesse caso foi um quarteto de garotas - todas com 18 anos - que me deram uma força na reportagem. Paula, Laura, Priscila e Hanna (não a Montana). Estavam de papo em uma mesa na praça de alimentação do shopping Iguatemi. E como ajudaram.


Dei um destaque especial para elas na reportagem. Deixei para o final, como uma espécie de conselheiras. Ficou interessante. Pedi que mandassem uma foto para o meu e-mail. Esperei o mais que pude antes desse post.


Fica pra próxima.